Pesquisadores identificaram que o consumo diário de café pode contribuir para a prevenção de doenças e oferecer benefícios específicos em diferentes fases da vida. De acordo com um estudo publicado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, a bebida está associada à redução do risco de doenças hepáticas e pode favorecer a saúde ao longo do envelhecimento.
Além de aumentar o estado de alerta e melhorar o desempenho físico, o café contém polifenóis, compostos naturais com ação antioxidante. Segundo os pesquisadores, essas substâncias podem ajudar a reduzir o risco de demência, doenças cardiovasculares, fragilidade física e morte prematura.
A pesquisa acompanhou mais de 354 mil participantes do UK Biobank durante cerca de 13 anos. Todos os voluntários incluídos no estudo não apresentavam diagnóstico prévio de cirrose nem de carcinoma hepatocelular no início da análise.
Os resultados mostraram que, por volta dos 30 anos, o consumo de cinco ou mais xícaras de café por dia esteve relacionado à prevenção de doenças hepáticas, cognitivas e até de alguns tipos de câncer. O estudo também constatou que a ingestão de duas a três xícaras diárias pode reduzir em 20% o risco de demência e favorecer o desempenho cognitivo ao longo do tempo, já que os polifenóis contribuem para reduzir a neuroinflamação e proteger o cérebro.
Entre mulheres de 45 a 60 anos, faixa etária utilizada na análise referente aos 40 anos, o consumo de três pequenas xícaras de café por dia foi associado a uma probabilidade 13% maior de envelhecer com boa saúde física. Os pesquisadores destacaram, no entanto, que alterações hormonais podem fazer com que algumas mulheres metabolizem a bebida de maneira diferente, provocando sintomas como ansiedade ou palpitações.
Na faixa dos 50 anos, o estudo indicou que o consumo de cinco xícaras diárias pode favorecer a circulação sanguínea sem demonstrar aumento dos riscos cardiovasculares. Apesar disso, os pesquisadores ressaltaram que a quantidade ideal deve ser ajustada conforme a sensibilidade individual e a qualidade do sono.
Já aos 60 anos, a ingestão de quatro a seis xícaras de café por dia foi associada à redução do risco de fragilidade em idosos, além de benefícios para a força muscular, velocidade da caminhada e manutenção do peso corporal.
De forma geral, a pesquisa concluiu que o consumo de pelo menos duas xícaras de café por dia, após os 40 anos, pode ajudar a preservar a massa muscular durante o envelhecimento. Segundo os pesquisadores, esse efeito está relacionado às propriedades anti-inflamatórias e de reparo celular da bebida, embora os resultados tenham sido mais expressivos entre os homens do que entre as mulheres.
Da Redação
Com informações Metrópoles
Sete Lagoas Notícias
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