O Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas informou que adotará medidas judiciais contra a Mata Grande Siderurgia após a empresa comunicar que não possui recursos para quitar as verbas rescisórias dos 122 trabalhadores demitidos. Segundo a entidade, os empregados receberam aviso prévio em 20 de julho e, posteriormente, a direção da siderúrgica informou ao sindicato que enfrenta dificuldades financeiras e não apresentou qualquer proposta ou cronograma para o pagamento dos direitos trabalhistas.
Durante assembleia realizada na tarde desta quarta-feira, a situação foi apresentada aos trabalhadores. Diante do caso, o sindicato anunciou que ingressará com ação trabalhista contra a empresa e seus sócios para buscar o pagamento integral das verbas rescisórias. A entidade também informou que encaminhará representações ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho, denunciando o que considera uma violação da legislação trabalhista e solicitando a adoção das medidas cabíveis.
O sindicato ainda afirmou que pretende denunciar problemas recorrentes no setor de ferro-gusa da região. Segundo a entidade, Sete Lagoas possui 23 siderúrgicas de ferro-gusa, sendo 19 em operação, e pelo menos quatro empresas estariam atrasando salários, deixando de recolher o FGTS e concedendo férias sem efetuar o pagamento dentro dos prazos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho e na legislação. A entidade também declarou que acompanhará o caso da Mata Grande Siderurgia Ltda. até que todos os trabalhadores recebam os valores devidos.
Nota oficial na íntegra
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas vem a público informar e manifestar sua profunda preocupação diante da grave situação envolvendo a empresa Mata Grande Siderurgia Ltda., estabelecida na Fazenda Mata Grande, s/n, inscrita no CNPJ nº 49.067.763/0001-49.
No último dia 20 de julho, a empresa concedeu aviso-prévio aos seus 122 colaboradores. Para surpresa e indignação desta entidade sindical, a direção da empresa procurou o Sindicato para informar que, em razão da alegada situação financeira crítica, não dispõe de recursos para efetuar o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores, tampouco apresentou qualquer proposta ou cronograma para a quitação desses direitos.
Na tarde desta quarta-feira foi realizada uma assembleia com os trabalhadores, ocasião em que a situação foi esclarecida. Como era de se esperar, o sentimento predominante foi de revolta, insegurança e indignação diante da possibilidade de centenas de famílias ficarem desamparadas após anos de dedicação à empresa.
Diante da gravidade dos fatos, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas adotará imediatamente todas as medidas jurídicas cabíveis. Será ajuizada ação trabalhista contra a empresa e seus sócios, buscando garantir o pagamento integral dos direitos dos trabalhadores. Paralelamente, serão protocoladas representações junto ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho, comunicando a grave violação da legislação trabalhista e requerendo as providências legais cabíveis.
O Sindicato também aproveitará a oportunidade para denunciar uma situação que vem se repetindo no setor de ferro-gusa em nossa região. Atualmente, Sete Lagoas possui 23 siderúrgicas de ferro-gusa, das quais 19 estão em funcionamento. Infelizmente, há pelo menos quatro empresas que vêm reiteradamente atrasando salários, deixando de recolher o FGTS de seus empregados e concedendo férias sem efetuar o pagamento dentro do prazo estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho e pela legislação vigente.
Não podemos permitir que a conduta irresponsável de uma minoria comprometa a imagem de todo um setor produtivo. Enquanto a grande maioria das empresas cumpre suas obrigações e respeita seus trabalhadores, algumas insistem em descumprir a legislação trabalhista, prejudicando centenas de famílias e lançando uma sombra sobre toda a cadeia produtiva do ferro-gusa.
Os empresários frequentemente alegam dificuldades econômicas para justificar essas práticas. Entretanto, é importante registrar que o setor de ferro-gusa não foi diretamente atingido pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, argumento que, neste caso, não pode ser utilizado como justificativa para o descumprimento de direitos trabalhistas fundamentais.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas reafirma seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores e acompanhará este caso até que todos os empregados recebam integralmente aquilo que lhes é devido. Nenhum trabalhador pode ser penalizado pela má gestão ou pela falta de planejamento financeiro de uma empresa.
Ernane Geraldo Dias
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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